30 de julho de 2012

Roger e Eu







Título Original: Roger and Me;
Lançamento: 1989;
Direção: Michael Moore;
Roteiro: Michael Moore;
Elenco: Michael Moore, Pat Boone, Ronald Reagan;
Duração: 91 minutos;
Gênero: Documentário.









Através do documentário Roger e Eu, Michael Moore mostrou, em 1989, as consequências ocasionadas pela retirada de uma das fábricas da General Motors (GM), de sua cidade natal, apresentando algumas características do modelo neoliberalista, que ganhava ascensão nas políticas econômicas em todo o mundo, desde a crise gerada pela elevação dos preços do petróleo, na década de 1970.

A GM, nos anos de 1980, fechou onze fábricas nos Estados Unidos da América. Em seguida, Roger Smith, presidente da empresa, abriu novas filiais em países como o México onde a mão de obra era mais barata. Essa foi a estratégia elaborada por ele, em busca de aumento da lucratividade de seus negócios, que acarretou milhares de desempregados no país, principalmente, na cidade de Flint, no distrito de Michigan, cidade natal da empresa cuja economia girava em torno do seu parque industrial. Esa despreocupação com as consequências sociais é uma das características do neoliberalismo.


A partir desse fato, a cidade passa a investir no turismo, construindo hotéis e outras atrações que não dão o retorno econômico esperado.
Com o fechamento da fábrica, Michael Moore decide procurar por Roger Smith para mostrar-lhe a realidade que, então, atinge a cidade de Flint, que, em 1987, é eleita segundo a revista Money o pior lugar para se viver nos Estados Unidos, causando revolta aos moradores.
Muitos dos antigos trabalhadores da fábrica se mudam, e os que ficam se veem em meio a problemas sociais que se agravam ao longo do tempo, como, o aumento da criminalidade e o descuido com limpeza pública, ocasionando um número de ratos maior do que a população humana.

Nesse momento, um pensamento, característico do neoliberalismo, é implantado, e popularizado: o individualismo. Começa-se, então, a fazer com que os trabalhadores remanescentes acreditem que são responsáveis pelo seu sucesso e que são capazes pela a mudança na sua própria condição econômica. O documentário apresenta histórias reais, de pessoas que tentam seu próprio negócio, seja vendendo carne de coelho, ou sendo consultores de produtos.

O aumento da criminalidade fez com que um novo complexo penitenciário fosse construído, o que gerou alguns empregos. Além disso, ele serviu para o entretenimento das pessoas, em sua inauguração. Foram cobrados cem dólares de cada casal, que quisesse dormir na prisão. O desvio da problemática social, através do entretenimento.

Em uma reunião anual de acionistas, Michael Moore teve a chance de se dirigir, diretamente, a Roger Smith, porém, ao ser apresentado como acionista oriundo de Flint, o presidente da GM decretou o fim da reunião.

Esta não foi a única oportunidade que Moore teve de falar com o presidente da General Motors, e após três anos de tentativas, na programação anual de Natal da empresa, ele conseguiu se dirigir a Roger Smith, e convidá-lo a ir a Flint, falando sobre a realidade da cidade, e os problemas que caíram sobre o município, após o fechamento da fábrica. Smith respondeu com um “sinto muito”.

Ao fim do documentário, Moore afirma que ao chegar ao fim do século XX, os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres estão cada vez mais pobres.

Talvez a estratégia traçada por Roger Smith não tenha tido o sucesso esperado por ele, pois ao despedir muitos dos seus funcionários, ele acabou retirando a oportunidade de consumo, por parte deles. A prova disso foi a crise que atingiu a empresa, em 2005, que acarretou em um prejuízo superior a um bilhão de dólares, resultado dentre alguns fatores, a perda no mercado de vendas de automóveis.

Em suma, o documentário nos traz uma reflexão das consequências de ações empresariais, que objetivam o lucro, e que prezam algumas características do neoliberalismo. O individualismo e a despreocupação com qualquer problemática que seja de cunho social estão presentes nas políticas econômicas adotadas por empreendedores, e a crítica a esse modelo é feita em Roger e Eu.

Um comentário:

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